Casos Clínicos


 Trabalho de Parto - Uma nova e inovadora abordagem e Manuseio de momentos de dor, desespero e medo
Relato de um momento especial do parto de um bebe nascido de um trabalho iniciado no Instituto Ajnar de assistência a gestantes e bebes até 1000 dias de vida. Um parto em casa. Na sala o fogo, o tambor, uma médica antroposófica, uma médica obstetra, uma enfermeira obstetra, uma doula psicóloga, a parturiente, o "parturiente", um cachorrinho filhote e uma artista educadora fotógrafa. No Ajnar a invocação das forças espirituais de sabedoria, de auxílio e proteção. Em determinado momento do trabalho de parto, a parturiente mergulha na dor, exaustão e desespero e inicia com tremores, vômitos, e intensa fraqueza e desanimo. A Doula diz é normal, acontece, o que podemos fazer? Percebo o frio da alma, medo, desespero, desamparo. Ascendo o fogo, pego o tambor e vou ao resgate da força ancestral, instintiva, natural do pai e da mãe do bebe. E elas vieram. A loba negra animal de poder da mãe e o urso animal de poder do pai. Elas nos levaram dos 6cms de dilatação aos 10 cm, da escuridão para a luz, da fraqueza para a força, do desespero para a esperança. Em uma de minhas iniciações eu vivenciei no meu corpo e alma toda a dor humana, o medo, o frio, o desespero que naquele momento eu reconhecia na parturiente. Naquele tempo estava sendo estimulada a compreender que se eu me conectasse a uma força maior seria diferente e que para tanto, seria necessário me despir da arrogância. Com o entendimento, se deu o inicio da retirada da veste da arrogância e seguindo-se a ela a reconexão e a chegada de duas de minhas forças ancestrais a força da pantera negra e da anciã xamânica. A pantera negra trazia a força necessária para enfrentar a mais profunda e viceral dor e a anciã a sabedoria e humildade para acolhê-la no amor e pari-la transformada para a terra na atmosfera quente e acolhedora de uma grande e majestosa fogueira. Foi inesquecível ...! Só agora começo a entender com mais profundidade o que estava sendo revelado. Sem a conexão real com esta força ancestral, instintiva e com a força espiritual ficará impossível trazer à vida a vida real. Gratidão aos Mestres! 

Tânia Helena Alvares
Médica Nefrologista
Médica Antroposófica











 Autora: Alvares,T.H. Ajnar Instituto de Medicina e Espiritualidade

                                                           INTRODUÇÃO

A questão emocional relacionada ao câncer, não difere das outras patologias. Observamos nas patologias mais graves uma maior intensidade e duração dos sintomas emocionais ao longo de um tempo. Este aprisionamento em uma realidade de dor, na grande maioria dos casos inconsciente, promove uma vibração emocional persistente e constante, que desorganiza e desestrutura o equilíbrio biológico e energético da organização física.

                                                            CASO CLÍNICO

S.O.F, 46 anos, casada, 2 filhos, em tratamento no Ajnar há 18 meses após diagnóstico de câncer de mama. Realizando as meditações terapêuticas, os cursos de autoconhecimento, os medicamentos antroposóficos e florais. 

Nas meditações sempre trazia a dor vivenciada no relacionamento, e a frustração de não conseguir reverter a situação.

Aconteceu a separação e a paciente se dedicou aos tratamentos visando sua reorganização física e emocional. Sua ultima crise emocional foi após a audiência do divórcio. Evoluiu com uma tristeza profunda, um choro compulsivo e ininterrupto.

Em sua prática meditativa veio a imagem do enterro do ex marido. A inspiração foi a de que ele já estava morto há muito tempo. Refere dor no peito acompanhando o quadro.

Veio para a consulta médica relatando tristeza profunda, dor torácica e choro constante e incontrolável há 2 semanas. Realizamos a meditação terapêutica e a paciente descreve o seguinte relato:

"A meditação começou como de costume, meia luz, música ambiente e a condução através da técnica da imaginação dirigida.

Quando chegou na parte da escolha de um caminho que me levasse a um lugar bonito, tranquilo e agradável, o meu lugar de poder surgiu na minha mente. Uma praia de areia bem clara e fina, gostosa de pisar, nem quente nem fria, o sol brilhava mas não fazia calor,  a água era morna e o vento fresco, um pedacinho do paraíso, diferente do lugar de poder para onde eu sempre ia nas meditações anteriores.

Na hora de chamar pelos meus guias, protetores e  seres de luz, a praia foi se enchendo de gente. Eles vestiam uma túnica branca de mangas compridas  até os pés, no lugar do coração, cada um deles irradiava uma chama branca e azul que tremulava lentamente. Eles foram surgindo de todos os lados, eram muitos, não senti medo, ao contrário, uma paz confortadora tomou conta de mim, como se há muito tempo eu esperasse e quisesse que isto acontecesse. Eles me rodearam e aconteceu um abraço, um grande abraço em grupo. Depois, fui procurar meu fragmento de alma, o da dor, do abandono, da tristeza, depressão. O que me havia levado até o consultório depois de duas semanas de muito choro. Um choro compulsivo, sem razão aparente, mas de muita dor, uma dor tão profunda que me tirava as forças para fazer o que quer que fosse, uma “dor de alma”. Caminhei e não estava sozinha, comigo vinham a leoa, meu animal de poder que roçava a cabeça nas minhas pernas como se fosse uma gata mansinha, e o gavião, meu animal de cura que estava no meu ombro. Andamos por caminhos escuros e tortuosos até que achei um canto de algum lugar, que era escuro e sem vida, não consegui identificar onde era, e lá estava ela. Meu fragmento de alma que sofre. Percebi que ela era eu, só que diferente. Ela tinha cabelos longos, lisos e escuros, o rosto fino e alongado, o corpo magro, bem magro e a pele pálida. Apesar de todo o sofrimento, era uma mulher bonita, embora extremamente triste e sem vida. Sua aparência estava sombria e a tristeza era assustadora. Eu a convidei para sairmos daquele lugar, lhe estendi as mãos, mas ela não se movia e as lágrimas escorriam pelo seu rosto magro. Insisti para que saíssemos de lá, e aos prantos ela dizia que novamente não havia dado certo, que as promessas haviam sido quebradas, que as mentiras haviam tirado sua vontade de viver, que as crianças nem sequer tinham sido geradas, que a culpa de ter falhado novamente a perseguia. Foi então que me ocorreu que ela falava de meus filhos que apareceram no mesmo instante, estendendo as mãos para ela, com muito carinho e amor no olhar.

Pediram para que ela saísse de onde estava. Demorou um pouco, ela não queria sair de jeito nenhum, mas quando ela se levantou, pude perceber que ao seu lado estava a minha cachorrinha York, que havia morrido vítima de um câncer. Na época, o câncer tinha atingido os pulmões dela, as costelinhas e se espalhava por todos os órgãos. Tive que mandar sacrificá-la quando se esgotaram todos os recursos. Isto ocorreu em outubro de 2009, no dia eu não tive coragem de estar com ela, que me acompanhou de uma maneira espetacular durante 11 anos, era minha filha mais velha. A culpa pela minha covardia de tê-la abandonado nessa hora ainda me perseguia, mas quando vi aquela coisinha mais linda pulando na minha direção e fazendo festa como sempre fazia quando me encontrava, foi que entendi, a grandiosidade, a fidelidade e o amor dela para comigo. Ela estava lá novamente, sempre do meu lado, sempre me fazendo companhia, como quando em vida na Terra. Na primeira vez que me separei, quando o pai saia com as crianças para passar o fim de semana com elas, era a minha cachorrinha de estimação que me via chorar, e chorava junto comigo, era impressionante ver os olhinhos dela molhados, sempre do meu lado minha fiel e amada, não tinha me abandonado na dor, não me deixou sozinha. Quando conseguimos tirar o meu fragmento de alma da escuridão em que ela se encontrava, eu lhe dei um dos meus objetos de poder, um espelho. Ela não aceitou de imediato, mas depois ela pegou, me olhou profundamente dentro dos meus olhos, e aí pude sentir novamente a intensidade daquela dor e daquele sofrimento. A medida que ela ia se vendo no espelho, o seu rosto ia se modificando, ficando mais liso, mais jovem, parecia que a vida estava voltando para dentro dela. Saímos caminhando todos nós juntos, eu, meus filhos, o meu fragmento de dor e minha cachorrinha. Os caminhos foram se clareando, se alargando até chegarmos a uma caverna difícil de descrever, devido grandiosa beleza. Era de um tom de azul mais escuro que o do céu de inverno, mas ainda assim era clara, desciam do teto filetes de luz branca e por todo lugar que olhássemos, parecia que estrelas cintilavam. Chegamos a uma grande porta de madeira que se abriu e surgiu um canguru, em forma de gente, mas ainda assim um canguru, que estendeu a mão para o meu fragmento de dor e o levou para dentro. Antes disso ela me olhou novamente com os olhos marejados e tristes, olhou para as crianças e se foi. Quando tudo terminou, senti que o mundo tinha saído das minhas costas, eu estava leve como há muito tempo não me sentia. Não sentia mais vontade de chorar e nem via mais sentido nisso. Foi impressionante a mudança de estado de espírito, senti que renascia que a vida estava novamente me chamando para um novo caminho de paz, sossego, tranquilidade, enfim, para a sensação que só o dever cumprido, e bem cumprido consegue nos proporcionar."

                                                             CONCLUSÃO

Através deste caso clínico podemos observar o cenário anímico vigente por detrás das vivências cotidianas e a biografia de um relacionamento. Através da doença o que antes se encontrava, num setor da existência pouco explorado e conhecido pela humanidade e pela ciência atual, vem à tona. Com o conhecimento e instrumentos da Medicina Integrativa, pudemos intervir numa depressão profunda, revertê-la e extirpar a toxina emocional e a ideia fornecedora da condição biológica favorável ao desenvolvimento das células cancerosas.


                                                        CISTITE CRÔNICA RECORRENTE

Autoras: Tânia H Alvares e  Lucyane Crosara.  Ajnar Instituto de Medicina e Espiritualidade.


                                                          INTRODUÇÃO

A cistite crônica recorrente é uma patologia muito frequente na mulher, encontrada em todas as faixas etárias. Nos casos onde a recorrência é frequente, encontramos frustração, desânimo e até desespero em pacientes e familiares. A abordagem de uma medicina que correlaciona os sintomas físicos com os estados emocionais, vitais e espirituais dos pacientes abre uma nova e promissora perspectiva nos resultados do tratamento a médio e a longo prazo.


                                                         CASO CLÍNICO -1

Paciente L.C. 43 anos do sexo feminino, casada, portadora de cistite recorrente detectada pelo odor fétido da urina e alteração de sua coloração. As crises eram frequentes, a urocultura detectava E. coli, e eram tratadas com antibioticoterapia. Na primeira consulta médica no Ajnar a paciente relata a intenção de uma nova abordagem terapêutica que pudesse substituir ou diminuir o uso frequente de antibióticos. Foi medicada com medicamentos antroposóficos, florais e orientada a realizar os grupos de cura, autoconhecimento e os cursos oferecidos. Após 3 anos de acompanhamento, as infecções se tornaram menos frequentes responsivas ao tratamento complementar. Em uma meditação terapêutica realizada pela paciente na vigência da cistite e com sua intenção de compreender melhor a emoção relacionada ao quadro, a paciente vê a seguinte imagem: uma mulher aprisionada, como se estivesse num cárcere. Seguindo-se a imagem lhe veio à inspiração de que ela não estava manifestando suas ideias, colocando suas verdades, defendendo certos posicionamentos nas questões familiares e profissionais. A paciente procurou ficar mais atenta e a se corrigir em relação a ideia observada.  Nos 6 meses que se seguiram, a paciente não apresentou recidiva, vindo a apresentar novo episódio há 2 meses. Ela é orientada a reiniciar com o tratamento de suporte e realizar uma meditação terapêutica para aprofundamento na questão emocional envolvida neste último episódio. Durante a meditação lhe vem à inspiração que o sentimento era de apego ao velho, dificuldade em fazer mudanças, deixar o novo chegar, a nova maneira de pensar, sentir e agir diante das questões da vida, abandonar velhos padrões. Paciente redobra a vigilância e o cultivo aos pensamentos, sentimentos e atitudes frente as provocações da vida. Após 3 meses paciente se encontra sem sintomas de cistite.


                                                           CASO CLÍNICO -2

M.H.P, sexo feminino 31 anos, referindo cistite recorrente, infecção da glândula de Bartolini, fluxo menstrual abundante e desregulado. Refere também irritabilidade, dores nas mamas e acne. Refere 6 a 7 crises de cistite ao ano, e a dor que sente é desproporcional ao grau da infecção, persistindo mesmo após a melhora do aspecto, coloração e exames urinários.  Relata ter observado que a cistite é desencadeada quando tem conflito com o ex marido, sendo que o último episódio, a urocultura foi negativa. Casou-se aos 19 anos e no primeiro ano de casamento o marido era carinhoso, mas depois se tornou agressivo, dono da verdade e autoritário. Ele era 10 anos mais velhos. Não concordava com a carreira que ela escolheu. Ela teve 2 gestações e 1 aborto espontâneo com 9 semanas. Ele se tornava muito agressivo na gestação e a família dele não gostava dela. Ela se sentia muito sozinha, e não compartilhava com seus pais a sua dor no casamento. Na universidade, os colegas também a destratavam, boicotavam e “ puxavam o seu tapete”. Com 27 anos tem a primeira filha, já estava fazendo mestrado, o que lhe traz mais segurança e um desabrochar. O marido ficava ainda agressivo, arrependendo, prometendo mudanças, mas não conseguindo. Quando a criança fez 1 ano, ele a agrediu com palavras e ela percebeu um movimento da criança em direção a sua defesa. Ela consegue forças para se afastar e pedir a separação. Com o passar dos anos a situação foi se transformando, ela iniciou um novo relacionamento que lhe trouxe calma e tranquilidade. Prescritos medicamentos antroposóficos, florais e meditação terapêutica. Com o tratamento vai percebendo, nas suas reações, as emoções de medo e raiva. As imagens liberadas em sonhos ou nas meditações traziam a ideia de: ser apunhalada pelas costas, criança encontrando os pais mortos e se deparando com homens, os supostos algozes, batalhão de homens pisando sobre ela. Após 8 meses de acompanhamento a paciente retorna referindo que a cistite piorou, ocorrendo mais vezes ao mês e com maior intensidade. Reiniciado florais, medicamentos antroposóficos e orientado meditações terapêuticas com maior frequência. Após a consulta ela teve um sonho: foi levada a um local onde via tudo em outra perspectiva, via de cima. Via meninas e meninos (crianças e adolescentes), trancados em jaulas, muito sujos, amontoados no chão. Eram cuidados por uma espécie de homens-bicho-monstro, muito feios que maltratavam as crianças. O projeto era transformá-las em bichos como eles. Ela olha e diz: então é para cá que vocês vêm quando dormem? O que estão fazendo aqui? Neste momento, entrou pelo corredor uma menina de 4 anos de idade. Todos os meninos avançaram como animais para as grades das jaulas, para atacar a menina. Ela se assustou e desapareceu no ar. Na sequência, apareceu uma menina de 12 anos que permaneceu apesar dos ataques dos meninos. A paciente retorna rapidamente do sonho. No seu cotidiano a paciente estava enfrentando situações no trabalho que lhe remeteu à imagem do sonho. Após 6 dias da consulta ela reiniciou com ardência, mais fraca que as anteriores. Aplicou reiki e fez uma meditação que lhe trouxe uma imagem, na qual estava nua, num apartamento e uma espécie de trator cheio de homens perturbados e “tarados” vinham ao seu encontro para derrubar a parede e entrar, ela saia fugindo. Acordou com o corpo quente principalmente na região do chakra raiz e se sentiu renovada. Após algumas semanas, sua jornada de trabalho se intensificou, ela ultrapassou seus limites físicos e iniciou novamente com ardor na bexiga. Pergunta para a sua alma: “o que houve agora? ” Percebeu cansaço, estresse e irritação. Na sequência veio uma imagem: uma menina querendo colo de mãe, birra de criança, “não quero, não quero, não quero”. Sentiu o corpo se expandindo, disse preciso crescer, sou mulher. Imediatamente reviu sua agenda, reorganizou seus compromissos e iniciou as medicações.  A dor foi diminuindo e o quadro melhorando. A paciente relata: “ Eu nunca havia conseguido um resultado como este diante da dor instalada”. Paciente recebeu um convite de retornar à cidade, onde mora o ex marido e sua família, para apresentar um projeto especial com crianças, que nasceu quando ela ainda morava lá. Refere que foi um sucesso, o trabalho com as crianças, e a surpreendente reação da ex sogra e do ex marido. Sentiu uma conciliação e amor de coração. Teve também a oportunidade de fazer um trabalho de cura na Universidade que frequentou e em uma sala onde vivenciou bronquite asmática e uma grave reação alérgica no passado, percebendo que curas estavam acontecendo ali, com a nova oportunidade de reviver tudo de forma diferente. Teve reações corporais, desenvolveu febre, dor de garganta e dor no corpo. Depois do evento foi para a cachoeira, tomou um maravilhoso banho que sentiu ser de limpeza. Percebe a dimensão e a profundidade do processo de cura proposto, e refere estar mais forte e com força para realizar o novo “velho” projeto que acaba de resgatar. A paciente finaliza a consulta cantando a música “ De volta ao começo. ”


                                                               E o menino com o brilho do sol

                                                               Na menina dos olhos

                                                               Sorri e estende a mão

                                                               Entregando o seu coração

                                                               E eu entrego o meu coração

                                                              E eu entro na roda

                                                              E canto as antigas cantigas

                                                              De amigo irmão

    As canções de amanhecer

                                                             Lumiar e escuridão

                                                             E é como se eu despertasse de um sonho

                                                             Que não me deixou viver

                                                             E a vida explodisse em meu peito

                                                             Com as cores que eu não sonhei

                                                             E é como se eu descobrisse que a força

                                                             Esteve o tempo todo em mim

                                                             E é como se então de repente eu chegasse

                                                             Ao fundo do fim

                                                             De volta ao começo

                                                             Ao fundo do fim

                                                            De volta ao começo


                                                              

 CONCLUSÃO

Os dois relatos demonstram imagens, ideias, emoções detectadas em meditação, em sonhos, ou nas cenas do cotidiano. Todas as terapias que disponibilizamos, visam revelar os conteúdos emocionais e as ideias inconscientes relacionadas aos eventos vividos que se manifestam como doenças ou sintomas no corpo físico. O que temos observado é que com a conscientização da emoção e da ideia, já ocorre uma transformação no sentido de um posicionamento mais saudável, o que é rapidamente verificado na evolução da doença.


CANCER DE COLON COM METÁSTASES HEPÁTICAS

J.A.S. 48 anos, arquiteto, naturalidade Patos de Minas(M.G), procedente de Uberlândia(M.G), casado, 2 filhos, religião espírita, com uma história de aos 36 anos, após o nascimento do segundo filho, iniciar com diarréia e dor abdominal. Os exames complementares incluindo a colonoscopia nada detectaram. A cada 2 meses retornava ao hospital com distensão abdominal, alternância de hábito intestinal, diarréia e obstipação. Procurou gastroenterologista que diagnosticou cólon irritável, iniciou com tratamento medicamentoso e ao ser informado que essa doença era de cunho emocional, buscou  terapias como yoga, meditação e terapia psicológica. Relata piora do quadro relacionado aos períodos de stress. Aos 40 anos se encontrava estável clinicamente e emocionalmente, quando teve um grave acidente automobilístico. Não consegue se lembrar do acidente, ficou fora de si, desesperado, agressivo, sentiu muita culpa e muita raiva. Estava dirigindo e sua esposa quase morreu. Teve que ser submetida a 14 cirurgias,chegou desacordada ao hospital em choque  hipovolêmico. Ficou por vários meses impossibilitada de se movimentar. Achou que Deus o estava “sacaneando”, ficou muito revoltado. Com 45 anos teve nova crise de distensão abdominal, dor abdominal e diarréia. Foi repetido a colonoscopia, realizado um trânsito intestinal e diagnosticado doença de Crohn. Foi prescrito corticóide. Desenvolveu um quadro de irritabilidade importante com a medicação,além de paralisia do tornozelo direito,chegando a fazer uso de órtese . Há 2 anos, com 46 anos, desenvolveu um quadro de obstrução intestinal   e a colonoscopia identificou tumor carcinóide. Foi submetido a laparotomia, ressecado 60 cm do intestino delgado incluindo a válvula íleo-cecal. Detectado metástases em gânglios regionais  e no fígado. Iniciou com quimioembolização hepática e foi colocado na fila do transplante hepático. Em 10/11/06 foi chamado para São Paulo para realizar os exames pré-transplante e ficar na cidade porque era o próximo paciente da fila do transplante. Neste momento ele procura uma ampliação do tratamento médico tradicional buscando terapias que propiciassem uma maior revitalização e compreensão mais profunda da verdadeira causa de sua doença. Ao relatar sua história comentou que a partir dos 20 anos de idade começou a ter um sonho que sempre se repetia. Ele se encontrava na linha de frente de um exército, em frente ao exército inimigo, sentia um pavor imenso e de repente era alvejado na cabeça e caia morto. Ele também visualizava a cena do recrutamento, antes de ir para a guerra. Era um artista, um cantor, e foi deliberadamente aprisionado para lutar e tratado como animal. Sentia muita raiva pela humilhação e opressão. Também visualizava a cena da frente de batalha quando o comandante ao vê-lo com medo de lutar atira para eliminá-lo devido ao mau exemplo. Ele descreve que aos 6 anos de idade, num passeio no campo com a família e amigos, estava brincando com os amigos na cachoeira e o irmão mais velho o tirou agressivamente da água, deu-lhe uma surra e o humilhou na frente de todos, inclusive diante do pai,que permaneceu passivo. Relata que sentiu muito medo e muita raiva neste episódio, e que tinha muitas dificuldades de relacionamento com este irmão. Relata que em toda sua vida sempre se esforçou em ser o melhor, o mais competente, o perfeito. E por isto muitas vezes era intolerante, prepotente, impaciente e explosivo. Principalmente quando se sentia ameaçado, invadido, contrariado ou insultado. Foram realizadas as técnicas de imaginação dirigida, ele revive a cena, os sentimentos, as conclusões elaboradas sobre o mundo, Deus, ele mesmo e o ser humano durante a experiência e faz a metamorfose da mesma. Nesta segunda cena, ele não teme a guerra, não hesita no momento da batalha, vai com coragem e sem medo, compreendendo o real significado da experiência. No dia seguinte ele é internado com um quadro de sub oclusão intestinal. Recebe alta no quarto dia de internação quando após várias tentativas dolorosas de sondagen nasogástrica sem sucesso, ele decide que a sondagem não seria necessária e remove decididamente a sonda da narina afirmando que o intestino funcionaria a partir daquele momento.Três horas depois o intestino volta a normalidade.   Novamente voltamos para a cena e diferentemente da primeira, onde por medo aceita ser submetido à vontade alheia, a humilhação, aos maus tratos e por isto sente muita raiva, diferente da segunda, onde ele aceita a vontade alheia com resignação e coragem, na terceira, ele utiliza a coragem e assume a sua vontade de não participar da guerra, por não ser esta a sua verdade essencial, e por isto foge e não participa da guerra. Ele ao compreender o verdadeiro significado da experiência perdoa não apenas aos agressores mas também a Deus que ele achava que o havia abandonado.Paciente evolui muito bem, com melhora do estado geral, do apetite e da disposição. Dias depois é chamado para a realização do transplante e recusa o órgão por não sentir que era o que deveria fazer no momento. Três meses depois ao repetir a tomografia, a ressonância magnética, o exame de urina 5HIAA, o exame de sangue específico para carcinóide( cromogranina A ) e a cintilografia  de corpo inteiro com octreotídio 111 In, não foram detectadas as metástases e nenhum vestígio do tumor primário.





  

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